A Intrix, em uma iniciativa em conjunto com seu associados da China e do México desenvolveu um novo projeto: Parcerias entre mexicanos e chineses, com o objetivo de explorar oportunidades na China. Estas podem ser sourcing ou oportunidades de mercado para empresas mexicanas. O projeto inclui uma missão à China e o fases posteriores para assessorar as empresas mexicanas a converter as oportunidades em realidade. A Intrix acredita na necessidade de reforçar as relações comerciais entre a China e a América Latina e esse projeto irá contribuir com esse objetivo. Se desejar saber mais sobre o projeto, entre em contato com a
O setor de equipamentos médicos, oportunidades na região. A América Latina oferece enormes oportunidades no setor de equipamentos médicos. A região não é somente um bom mercado consumidor, mas também oferece boas alternativas para o outsourcing. Existe uma preocupação social crescente e os governos em muitos países procuram melhorar os sistemas de saúde em conjunto com a iniciativa privada. Por exemplo o Chile está implementando um programa de redução da pobreza, que inclui melhorias na saúde, com a construção e melhoria de muitos hospitais.
O mercado latino americano de equipamentos médicos e de diagnósticos representa cerca de US$ 7 bilhões. O Brasil é o maior mercado da América Latina, com quase dois terços to total. O México e a Argentina seguem, perfazendo juntos cerca de um quarto do total. O Brasil possui cerca de 67.000 estabelecimentos de saúde, incluindo hospitais, clínicas de diferentes especialidades, unidades de pronto-socorro e dentistas.
Em termos de outsourcing, o México e a Costa Rica oferece a alternativa mais próxima para os EUA. Ambos os países possuem economias estáveis, custos operacionais baixos e proximidade. Em comparação com a China, esses países latinos possuem custos com frete internacional reduzidos, prazos de entrega reduzidos, e vantagens fiscais. Por essas e outras razões, espera-se que a relação de OEM no setor irá crescer. De acordo com a ITC americana (International Trade Commission), em 2004 o México era o maior exportador latino americano e o terceiro maior exportador de equipamentos médicos para os EUA, com um volume de US$ 2,3 bilhões. A Costa Rica era o segundo maior exportador aos EUA entre as nações latinas, com US$ 476 milhões.
Enquanto que as OEMs médicas americanas aumentaram as compras de mercados latinos, poucos produtos são vendidos dentro dessas regiões. De acordo com a ITC, o México é o sexto maior comprador de produtos médicos americanos, com US$ 873 milhões importados em 2003. Muitas dessas importações são componentes utilizados na fabricação de equipamentos acabados e eventualmente enviados de volta aos EUA. O mesmo acontece com muitas outras nações latinas. Uma exceção é o Brasil, que importou US$ 234 milhões em equipamentos médicos dos EUA no ano passado, em sua maior parte para consumo interno. A indústria de equipamentos médicos tem um tremendo potencial na região. É hora de desenvolver as oportunidades.
Economy in the Region
América Latina e China, oportunidades e desafios. Os economistas concordam que a bonança da América Latina em 2004 é explicada em grande parte pelo crescimento da China. O maior consumidor de minério de ferro, cobre e alumínio, está comprando principalmente dessa região. O impacto do crescimento tem sido diferente em cada país. O Chile é o maior beneficiado, com um superávit de US$ 500 milhões em produtos de mineração, especialmente cobre. A Argentina é o segundo na lista, concentrando 80% de suas exportações em soja. O Brasil tem uma pauta de exportação diversificada, incluindo commodities como soja e minério de ferro, e também produtos de valor agregado, como motores elétricos e papel. No lado oposto, o México é o país mais afetado negativamente pela China, com um déficit de US$ 8,9 bilhões. As importações vêm principalmente para as maquiladoras e são re-exportadas com valor agregado para os EUA(ex.: componentes eletrônicos). Isso representa um grande perigo para o México, que está perdendo competitividade com seu maior parceiro comercial, os EUA.
O crescimento potencial da China ainda é grande e por isso o comércio irá continuar beneficiando a região da América Latina. O mercado doméstico é equivalente a 20% da população mundial, a classe média é equivalente a 20%, registrando crescimento de 1% desde 1999. Ainda existem 400 milhões de pessoas vivendo em áreas rurais. Se elas continuarem a se transferir para as áreas urbanas o impacto será ainda maior para a América Latina, especialmente no agribusiness, onde o Brasil tem a maior vantagem. A região da América Latina precisa diversificar mais suas exportações, criar alianças estratégicas e atrair investidores chineses. Isso exige muito trabalho e uma visão de longo prazo, que deveria iniciar com um melhor entendimento do mercado.
COMÉRCIO COM A CHINA
% DO COMÉRCIO TOTAL -2003
PAÍS
% DAS EXPORTAÇÕES
% DAS IMPORTAÇÕES
Argentina
8.37
5.25
Brasil
6.31
4.59
Chile
9.29
7.48
Colômbia
0.51
0
Equador
0.22
5.01
México
0.28
5.47
Peru
7.73
7.61
Uruguai
4.27
3.99
Venezuela
3.02
2.04
Fonte: ALADI
International Overview
Fazendo Negócios na China. Cada vez mais empresas ocidentais têm interesse em fazer negócios com empresas chinesas. Para obter sucesso, um aspecto importante é entender a cultura e o ambiente de negócios, que poderiam representar barreiras se não tratados apropriadamente. Elencamos aqui algumas dicas de algumas pessoas que já quebraram as barreiras:
A China é um lugar excitante, um ambiente muito rico e culturalmente diversificado. Negócios na China são baseados em relacionamentos pessoais e é muito importante construi-los com sua perpectiva parceiros / clientes. Leva mais tempo que o normal para desenvolver negócios: é necessário muito trabalho, mas vale à pena. Para montar um relacionamento é necessário dedicar tempo ao seu parceiro / cliente, e fazer cerca de 3 a 4 visitas por ano. Em reuniões é sempre bom demonstrar interesse em sua cultura (ex.: aprender algumas palavras em chinês, comer com pauzinhos e aprender um pouco da história).
Em termos de etiqueta nos negócios, cartões de visita são muito importantes. Antes de cumprimentar, dê seu cartão com as duas mãos, inclinando-se para frente, mostrando seu nome. Mantenha os cartões trocados sobre a mesa durante a reunião. Não coloque-os no bolso imediatamente. Os mais velhos são muito respeitados nas empresas chinesas, portanto respeite-os sempre que estiver negociando.
Quando estiver negociando um contrato, não fique surpreso se não for dentro do padrão que está acostumado. Existe uma grande aversão a dizer não. Homens de negócio irão dizer que precisam pensar a respeito mas nunca dirão NÃO. Existe uma linguagem corporal muito sutil, portanto fique atento. Tenha cuidado quando pedir descontos pois mesmo que aceitem, a qualidade poderia ser reduzida. O significado de "logo" não é o mesmo que nos EUA; "logo" pode significar muito tempo.
Chineses não gostam do estilo acusatório. Você não pode reclamar ou acusar a pessoa responsável por atrasos Os chineses trabalham muito, ficando até 12 horas no escritório.
Reuniões face to face são sempre preferidas mas as pessoas estão se acostumando com a tecnologia nas comunicações. Até três anos atrás, os endereços de e-mail não eram indicados nos cartões de visitas. Mas agora é mais comum. A internet é controlada na China, e isso pode resultar no recebimento de mensagens de erro em seus e-mails já que alguns provedores são bloqueados. Você pode verificar isso com antecedência.
Quando você encontrar um parceiro com o qual deseja trabalhar, sempre faça uma pesquisa antes de fechar o acordo. Verifique a experiência da empresa no setor e com outras empresas estrangeiras. Faça uma lista e confira todas as coisas que poderia dar errado. Na China, a história de uma empresa é muito importante. Geralmente empresas do governo são perigosas. Se você está interessado em fazer negócios na China, entre em contato com a Karina Liendo.
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