O verão no Hemisfério Norte e o inverno no Hemisfério Sul trazem dinâmica ao setor de alimentos. O Fancy Food Show, uma das feiras mais importantes do setor, aconteceu em Nova Iorque, entre 10 a 12 de julho. O presidente da Intrix visitou a feira, pois trata-se de um segmento de grande desenvolvimento na Intrix.
Durante julho, nosso associado do México voltou a China com um cliente que participou do serviço customizado de viajem que providenciamos. Essa empresa mexicana já tem um fornecedor chinês e concluiu um novo acordo nessa segunda viagem.
Industry News
O Fancy Food Show de Nova Iorque tornou-se mais globalizado. Mais produtores internacionais estavam expondo na edição de 2005, indicando que os sabores da categoria "speciallty foods" estão se tornando mais cosmopolitas. Mais de 22% dos expositores de alimentos eram empresas internacionais, e 40% eram estreantes.
Enquanto os europeus em geral, e particularmente os italianos ainda são os maiores grupos regionais, em segundo lugar está a América do Sul. A maioria dos países estavam representados por um número maior de expositores no que no ano anterior.
Ranking
País
Número de expositores
1
Argentina
20
2
Chile
15
3
Brasil
14
4
Peru
10
5
México
8
6
Colômbia
6
6
Venezuela
6
8
Equador
4
Um dos pavilhões mais ativos foi o do Chile, onde muitos dos novos produtores de azeites de oliva, abacate e nozes demonstraram como esse setor está passando por uma ótima fase no Chile. Da região como um todo, a lista por ordem de importância dos principais produtos que foram exibidos é: 1o – azeites de oliva e outros condimentos e molhos; 2o – queijos; 3o – mel, conservas; 4o – petiscos, produtos de confeitaria; 5o – produtos derivados de peixe.
Outros exemplos da crescente diversidade é o crescimento de 27,3% de alimentos asiáticos no varejo americano, entre 2000 e 2004. A feira apresentou mais de 50.000 "speciallty foods" de todo o mundo. Para mais informações, acesse: http://www.specialtyfood.com/do/fancyFoodShow/LocationsAndDates)
Economy in the Region
O mercado chinês e como o Chile pode obter uma fatia. Tradicionalmente no mercado mundial de queijo os líderes são os europeus (45% das exportações), seguidos pela Nova Zelândia (23%), Austrália (16%), e Estados Unidos (4%). Juntos esses países representaram 84% do mercado exportador total em 2004.
No lado importador os principais players são: EUA (23%), Japão (23%), Rússia (20%), Europa (12%) e México (8%), representando 86% das importações totais em 2004.
Em ambos os casos fornecimento e demanda mundiais estão altamente concentrados, por isso, um pequeno player como o Chile tem que encontrar uma maneira criativa para entrar no mercado.
Depois de análise elaborada pela Agência de Investimentos da X Região (Chile), a conclusão é expandir as exportações com uma estratégia mista de entrada, tanto no mercado de commodity, como nichos nos EUA e México. No México, as exportações de queijo do Chile cresceram muito nos últimos anos.
O mercado de commodities no setor de queijos, fortemente dominado por Austrália e Nova Zelândia, está sofrendo mudanças. Parte das exportações desses países está sendo redirecionada para a China, que está aumentando o consumo de queijo. Por isso, o Chile tem uma oportunidade de atender a demanda reprimida. Os produtores irão precisar aumentar as normas de qualidade e aumentar a produção de cheddar e mozzarella, que ainda é baixa.
No caso dos mercados de nicho, a idéia é elaborar variedades próprias e também produzir as com maior consumo no mercado, como Roquefort, Gruyere, Provolone ou Butterkase.
As estimativas indicam que o país poderia aumentar as exportações em 40.000 toneladas por ano, dentro de um prazo de 5 anos. Os produtores chilenos têm custos de produção vantajosos, alta capacidade de expandir a produção de leite, preferências comerciais com muitos mercados internacionais, um ambiente favorável para negócios e boas condições sanitárias do rebanho.
International Overview
As empresas top na região, um espelho de seus países. O último ranking das 500 maiores empresas da América Latina reflete a performance das economias de cada país. As empresas mexicanas estão encabeçando a lista, com Pemex, Telmex e American Mobile. Em seguida estão as brasileiras, com Petrobrás, CVRD, Bunge e Eletrobrás. O Chile é representado pela Codelco entre as 20 maiores empresas; Copec, Enersis, Enap estão incluídas nas 50 maiores. Petroleos de Venezuela está em segundo lugar, mas não há mais na lista.
Não surpreende que o setor de petróleo tenha o melhor faturamento, graças ao aumento do preço internacional do barril de petróleo. O setor de mineração teve um importante crescimento em 2004, mostrado pela alta demanda de matérias-primas pela China. Das 10 empresas com o crescimento mais rápido, 5 são brasileiras. O país está sendo favorecido pelo estouro das exportações. As maiores empresas latino-americanas estão vislumbrando um ano de bonança: aumento em 27% nas vendas, e 62% no faturamento líquido. Para a região como um todo, estima-se continuidade no crescimento, mas de forma mais moderada..
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